| Tuesday, 26-Jul-2005 00:00 |
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Romão: Em Marrocos com 'amor'
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'O WAC de Casablanca está para Marrocos, assim como um dos três grandes portugueses, e a ordem é arbitrária, está para Portugal. É uma equipa que tem no seu historial o maior número de títulos conquistados em Marrocos, mas, tal como aconteceu com o Benfica, em Portugal, há cerca de 10 anos que não ganha um título. Este ano pensaram fazer uma viragem no seu historial de treinadores, que, de uma forma geral, vinham da escola francesa, e entenderam que queriam, face as características do jogador marroquino, às suas condições inatas e ao tipo de futebol que se pratica, fazer essa viragem'.
'Um clube como o WAC tem sempre grandes sonhos, grandes objectivos e eu também sou um treinador cuja carreira foi toda feita a pulso, e ainda tenho grandes sonhos, ainda não fiz nada no futebol e, modéstia à parte, já tenho algum palmarés, mas ainda não fiz nada, estou todos os dias a fazer o primeiro dia, ainda sonho muito e quero ganhar muita coisa'.
'Como lhe disse, conheço bem os jogadores do WAC, não direi profundamente, mas conheço relativamente aquele futebol, desde o Nadir Lamyaghri, o seu guarda-redes internacional, o Samir Sersar que é o ponta de lança da equipa, passando por grandes talentos que tem sobre o meio campo, como o Chemsedine, o Jean Gosso e o Madihi, todos jogadores internacionais. É um desafio aliciante, que me deixou honrado com a escolha que fizeram relativamente a mim próprio, um treinador português. Agora, só tenho que fazer um grande trabalho, dentro daquilo que tenho vindo a fazer durante a minha carreira'.
'O próprio nome de Wydad, que em árabe significa "amor" é explicado pela história do WAC, como o encorajamento da resistência do povo marroquino face à ocupação francesa, motivo pelo qual esta formação africana é considerada a equipa nacional marroquina'.
José Romão ao 'Diário do Alentejo'.
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