Hoje foi um dia para bastante reflexão em muitos aspectos da minha vida. Em certa parte eu adoro ficar filosofando por ai, mas por outro lado, isso acaba sempre me deixando mal de certa forma. Eu acabo sempre vendo que tenho muitos problemas e tenho que remudar tudo que tinha pensado.
Eu já falei pra muita gente que um administrador tem que ser um solucionador de problemas e que tem que adorar eles porque enquanto a maioria das pessoas desiste no meio do caminho, você passa por cima e mostra o quão bom e especial você é.
Um dos aspectos pelo qual comecei a filosofar hoje foi um vídeo que tive na aula de Teoria da administração contemporânea, mais conhecida como TAC.
O vídeo foi uma entrevista feita na TV cultura - que por sinal é muito boa - de Domenico de Masi, um sociólogo italiano pra lá de genial
Ele fala sobre a diminuição da burocracia, trocando-a por funcionários mais criativos e incentivar a criatividade no âmbito interno das empresas. Ou seja, ao invés de perder tempo na burocracia, ganhar tempo fazendo coisas diferentes e além disso, reduzir as jornadas de trabalho para 5 ou 6 horas diárias.
Um dos pontos que ele levanta para essa teoria é que todo o trabalho diário feito pela gerência pode ser feito em 5 ou 6 horas e que na verdade os gerentes ficam matando o tempo, e além do expediente ainda fazem horas extras para provarem fidelidade à empresa e lealdade ao chefe. 0)
O fato é que isto acaba por causar o descontentamento do pessoal muito rápido, além do que o peso familiar na vida pessoal cai vertiginosamente e talvez isto explique porque nenhum casamento pareça dar certo hoje em dia.
Apesar da genialidade deste sociólogo, ele é considerado um louco por muita gente que não vê a possibilidade de uma mudança desta espécie na estrutura das empresas modernas.
Eu penso que não está muito longe para isto acontecer e também acho que esta reduçaõ proposta por De Masi é muito mais plausível que a de Paul Lafargue, genro de Marx, que pregava a diminuição para 3 horas de trabalho diárias.
Por isso eu digo, preparem-se para uma mudança no peso o lazer em nossas vidas. Ele ainda será muito, mas muito importante num futuro próximo.
E para terminar deixo vocês com o seguinte texto:
Um menino, com voz tímida e os olhos cheios de admiração, pergunta ao pai,
quando este retorna do trabalho:
Pai, quanto o senhor ganha por hora?
O pai, num gesto severo, responde:
Escuta aqui meu filho, isto nem a sua mãe sabe. Não amole, estou cansado!
Mas o filho insiste:
Mas papai, por favor, diga, quanto o senhor ganha por hora?
A reação do pai foi menos severa e respondeu:
Três reais por hora.
Então, papai, o senhor poderia me emprestar um real?
O pai, cheio de ira e tratando o filho com brutalidade, respondeu:
Então essa era a razão de querer saber quanto eu ganho? Vá dormir e não me
amole mais!
Já era noite, quando o pai começou a pensar no que havia acontecido e
sentiu-se culpado. Talvez, quem sabe, o filho precisasse comprar algo.
Querendo descarregar sua consciência doida, foi até o quarto do menino e, em
voz baixa, perguntou:
Filho, está dormindo?
Não, papai! - o garoto respondeu sonolento e choroso.
Olha, aqui está o dinheiro que me pediu: Um real.
Muito obrigado, papai! - disse o filho, levantando-se e retirando mais dois
reais de uma caixinha que estava sob a cama.
Agora já completei, papai! Tenho três reais. Poderia me vender uma hora de
seu tempo?