Pasta sobre uma carroceria famosa em sua época. Embora não gostasse muito de Ciferal, é necessário reconhecer o sucesso que o Padron Alvorada fez.
Seu início remonta ao Projeto Padron, iniciado no meio dos anos 70. À época começou-se a avaliar as condições transporte nas grandes metrópoles brasileiras, ressaltando a responsabilidade do material rodante no precário sistema de então. Desta forma, o GEIPOT (Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes), junto a vários outros órgãos (Ministério dos Transportes, IPEA, Finep, EBTU), procurou definir padrões a serem seguidos para os ônibus. Alguns eram: motor traseiro ou central commais de 200 hp, maior área envidraçada e suspensão pneumática.
As várias encarroçadoras apresentaram seus protótipos. O da Ciferal deu origem ao Amazonas, podendo ser considerado o "pai" do Alvorada. A paulistana CMTC teve várias unidades do modelo.
No Rio, a história começa com o Padron Briza Volvo, de 1983. Uma homenagem ao governador fluminense da época, o modelo foi adquirido pela estatal CTC, que o colocou em linhas como a 261.
O descendente direto desta linha temporal é o Padron Alvorada. Lançado em 1985 (?), ele podia ser encarroçado em praticamente toda configuração de chassis: traseiro, central, dianteiro, Volvo, Scania e MBB. No Rio o modelo fez sucesso especialmente na versão OF, embora alguns Scania e Volvo (como os da Rio Ita) marcassem época.
Foram três modelos: o primeiro, com apenas dois faróis dianteiros, o segundo (Alvorada '87), adquirido por empresas como Lourdes e Vila Isabel, e o último, fabricado de 1989 a 1991 e com estilo mais quadrado. A última empresa carioca a tirar os Alvorada foi a São Silvestre: até o meio de 1999, eles ainda rodavam nas linhas circulares da Zona Sul - 511/2/69/70.
Em destaque, alguns Alvorada na configuração padron: 1001 e Ingá (O371UP), Rio Ita e Amigos Unidos (B58). Como brinde, um Briza da CTC.
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Agradeço ao amigo Fernando Scofano e ao site Railbuss (www.railbuss.com), pelo histórico sobre o Alvorada e o Projeto Padron.