| Tuesday, 22-Jun-2004 00:00 |
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Fantasmas Pt. II-III
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Muitas atitudes atribuídas a fantasmas são claramente definidas; mas, o que é ainda nebuloso é a idéia de sua aparência. Muitos espíritos são confundidos com demônios e, não raro, aparecem com chifres. Atualmente, muitos fantasmas, que algumas pessoas disseram ter visto, tomam forma espantosamente idêntica à dos humanos.
Essa tendência é confirmada por várias entidades dedicadas à pesquisa psíquica, que tentam, com muito esforço, tomar uma atitude claramente científica em face dos fantasmas. Elas insistem em afirmar que as descrições de aparições, em que se pôde ter mais fé, falam de fantasmas com toda a aparência de uma pessoa viva, normal: sólida e totalmente humana.
Muitos desses relatos são de aparições de vivos, que e materializam para uma pessoa, num momento de uma crise qualquer.
Um caso bem conhecido ilustra isso: uma jovem inglesa, vivendo na Índia em 1917, espantou-se ao ver seu irmão, um piloto da Força Aérea Britânica, de pé em seu quarto. Ela pensou que o rapaz estava lhe fazendo uma visita de surpresa. Somente quando o irmão desapareceu é que ela teve certeza de estar tendo uma visão. Mais tarde ela soube que o vira exatamente quando seu avião estava sendo derrubado sobre a França, na guerra.
Algumas vezes, a realidade da aparição é mais que visual: como o caso de um vigário de Bristol, no século 19. Seu espírito tinha o costume de invadir quartos e acordar pessoas, sacudindo vigorosamente a cama.
Mas, de modo geral, as descrições de aparições relatam qualidades muito diferentes das humanas e, por isso, muito mais aterradoras. Muitos fantasmas parecem flutuar silenciosamente; poucos deixaram pegadas onde uma pessoa de carne e osso deixaria. Vestimentas esquisitas também fazem parte das descrições: estranhas figuras, vagando pela noite, são muito mais aterradoras quando vestidas com roupas do século 18. E o terror aumentaria se fossem vistas atravessando paredes, ou se mostrando transparentes.
Um moderno compilador de histórias de fantasmas conta o caso de um diretor de empresa que dirigia por estradas da Inglaterra, quando viu um acampamento de romanos, nas matas. Achou que seria a equipe de um filme qualquer, quando notou que podia enxergar o tronco das árvores através do corpo dos soldados.
E há, ainda, outra história: um padre muito alto ia sempre rezar numa igreja de Londres. O vigário da igreja achava isso natural: até que um dia, acidentalmente, o vigário se chocou com o padre e passou pelo meio de seu corpo, sem sentir qualquer resistência.
As aparições constantemente revelam sua natureza não corpórea, desaparecendo sem razão. Ou podem desaparecer se os vivos interferirem com elas.
Muitos relatos de fantasmas estão marcados pelo terror: o caso de uma mulher, em Norfolk, que aparecia e, em lugar de olhos, tinha cavidades negras e profundas; o caso de outra mulher que assombrou uma igreja em Canedown – e que não tinha rosto; o caso de uma cabeça decepada que expulsou de uma casa em Hamburgo, em 1953, vários residentes, apesar da aguda crise de habitação do pós-guerra.
Muitas aparições apresentam detalhes da forma pela qual morreram: um afogado assombrava uma ponte em Nova Orleans, sempre molhado.
Nem todas as aparições se manifestam sob formas humanas: animais-fantasma são muito comuns. Em muitos casos, os animais são dóceis; mas, em outros, apresentam características demoníacas. Cavalos, por exemplo, aparecem em muitas lendas, sempre com algum cavaleiro.
E há também objetos inanimados: os navios-fantasma “The Flying Dutchman” e “La Belle Rosalie”. E trens: há a afirmação de que o trem que conduziu o cadáver de Abraham Lincoln reaparece todos os meses de abril, correndo no mesmo itinerário, com a banda tocando – mas o som da música não pode ser ouvido por humanos.
E manchas de sangue também aparecem como fantasmas: um dono de taverna foi roubado e assassinado em Massachusetts, no século 19, e em seu quarto aparecem marcas de sangue que nunca puderam ser removidas.
Há os casos de luzes-fantasma: nos Estados Unidos, uma luz apareceu balouçando na encruzilhada de uma estada de ferro, na Carolina do Norte. Dizem ser a cabeça de um chefe de trem que foi ali decapitado e que está, ainda, à procura do próprio corpo.
Fumaça e odores podem também, ser fantasmagóricos: na França, em 1951, um escritor de cinema julgou ver uma aura de fumaça que tomou a forma do fantasma da atriz Maria Montez. Em uma cidade norte-americana, uma jovem foi executada na fogueira no século 17, sem razão: seu fantasma se manifesta sempre através do forte cheiro de carne que queima.
Há, ainda, outra espécie de fantasmas: os poltergeists. São fantasmas que não se vêem, mas fazem ruídos, atiram objetos, ateiam fogo e etc. Associados a eles, há vários relatos: sinos de igreja que tocam sem razão, pianos que soam pelo efeito de dedos invisíveis, gemidos e lamentos ou sons de passos em corredores vazios.
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