Essas minhas promessas vazias, apagadas no tempo e espaço,
E essas tuas juras irreconhecíveis, tantas lágrimas e batidas...
Não, eu não vou cobrá-las.
Porque eu sei o rosto para o qual elas se dirigiam,
Sonho que desaparece às primeiras luzes da matina,
Criado pelo instinto de sobrevivência tão forte de quem já perdeu.
Então não vou sentir culpa neste jogo,
Ou esperar as sempre inventivas formas do teu silêncio,
Ou guardar teu retrato, ou esperar teu pranto.
Hoje eu vou partir e nunca mais volver,
Recolher a mão, escrever uma carta, ir mais adiante,
Eu vou te olhar e não te reconhecer.
Hoje eu não tenho a quem esquecer.